Prazer pagão





Me libertei dos dogmas para viver o prazer
Deitado sob seu peito rígido e viril
Sinto-me como amparado pelo evangelho divino
E olhando em seus olhos marotos, minha circulação vai á mil .


O atrito dos nossos corpos acende a chama,
É incêndio, fogaréu, inquisição.
O teu corpo e o meu transpiram juntos, 
Numa sinfonia harmônica diante de tal atração


Me rebelei contra a minha natureza
E nesse ato de confronto, eu encontro o prazer
Será que quem escolhe um caminho alternativo,
Não tem o direito de viver ?


O prazer se materializa,
A porra escorre pelo quadro,
E na pintura imaculadamente sacra,
se corrompe ao abstrato.


E nessa epifania que dura segundos,
Sou homem, sou mulher, sou pagão
Não temo a transgressão as leis divinas,
Mas temo as dos homens e a sua punição.




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